quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Sobre a tentativa de compreender o Mal Absoluto, que não é nada banal
Assassino em série vivo: “Personalmente pienso como decía el apóstol San Pablo en ‘Romanos’, capítulo 7, versículo 15, porque lo que hago, no lo entiendo; pues no hago lo que quiero, sino lo que aborrezco, eso hago. Aparezco como un ser diabólico, despiadado y malvado pero eso no es así, soy un ser humano que sufrí terriblemente y sigo sufriendo…” Luis Alfredo Garavito en su confesión.". A matéria faz uma abordagem mais abrangente no sentido de compreender porque uma pessoa é capaz de cometer atrocidades. A íntegra pode ser lida em: http://tejiendoelmundo.wordpress.com/2010/12/01/garavito-el-monstruo-que-asesino-a-172-ninos/
Isto faz lembrar o documentário "Shoah", de Claude Lanzmann,, um dos filmes mais importantes da história do cinema e talvez o único filme que absolutamente deve ser visto por quem se interesse pela sorte dos outros seres humanos.
Inquietaste, porém, o que "mais inquietante é a recusa, feita de modo dogmático por Lanzmann, em procurar explicações para o que aconteceu. Ele tem razão ao dizer que uma estrutura narrativa e histórica enfraqueceria totalmente o seu filme, cuja estrutura fragmentária e circular atinge incomparável nobreza estética.
Ao mesmo tempo, deve-se registrar a fúria com que recebeu o jornalista Ron Rosenbaum, autor de fascinante livro sobre as várias interpretações já feitas a respeito da personalidade de Adolf Hitler ("Para Entender Hitler", ed. Record). Não há nada o que entender, esbravejava Lanzmann.
Rosenbaum rememora, com alguma perversidade, a frase do oficial nazista num campo de concentração, citada por Primo Levi: "aqui não há por quê". Inútil perguntar por explicações. (As "explicações" só dão margem a "canalhices", diz Lanzmann; "há uma obscenidade absoluta no projeto de compreender".) íntegra: "
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/74489-a-obscenidade-de-compreender.shtml
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