sábado, 26 de outubro de 2013

Igualdade nas tarefas de casa é ‘importante questão de direitos humanos’

Igualdade nas tarefas de casa é ‘importante questão de direitos humanos’, afirma relatora da ONU. Por que só agora muda-se o enfoque? A matéria é pequena, não se aprofunda na questão, mas pela primeira vez alguém aponta para o lugar certo. Na história das mulheres, bem conhecida de todos, o trabalho doméstico sempre foi executado pelas mulheres. Trabalho exaustivo, com hora para começar, sem hora para terminar. Rotineiro, entediaste, invisível e não remunerado. Os homens tinham que prover a casa e, portanto, serviço doméstico era coisa de mulher. O tempo passou, a mulher conseguiu o direito de trabalhar e votar, isto é, tornou-se cidadã, apenas no início do século xX, nos países ocidentais. Em alguns países orientais tais direitos são ainda negados. Ao sair para o mercado de trabalho, a mulher não se desvencilhou do trabalho doméstico. Simplesmente acumulou. É justo? É ético? É moralmente relevante está questão ? Porque a igualdade nas tarefas doméstica é um direito? Em primeiro lugar porque as mulheres, além de serem discriminadas, não conseguem ganhar o Prémio Nobel. Excetuando o da Paz e de Marie Curie, não há como uma mulher conseguir focar só em suas carreiras, como fazem os homens. A mulher está lá cuidando de tudo para ele encontrar a glória. Aqui vai a matéria: A relatora especial das Nações Unidas para a Pobreza Extrema, Magdalena Sepúlveda, afirmou que as tarefas domésticas têm de ser encaradas como uma responsabilidade social e coletiva, não podendo ser consideradas como trabalhos apenas de mulheres. Para iniciar um debate em torno da questão, Magdalena Sepúlveda apela “para que os Estados considerem as tarefas domésticas que não são pagas como um grande desafio aos direitos humanos”. Sepúlveda explicou que “trabalhos domésticos que não são pagos são o fundamento de todas as nossas sociedades, e crucial para o crescimento da economia e para o desenvolvimento social”. No entanto, estes trabalhos majoritariamente atribuídos ao gênero feminino “têm sido muitas vezes neglicenciado ou tomado como garantido pelos gestores políticos”, disse. A relatora afirmou que “isto acaba por ter um enorme impacto na pobreza que as mulheres enfrentam e no desfrute dos seus direitos”, uma vez que estas, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, trabalham muitas mais horas realizando este tipo de tarefas do que os homens. No fim, as recompensas e o reconhecimento que recebem por este tipo de trabalhos é muito insignificante. “A fim de se atingir o verdadeiro empoderamento das mulheres, devemos assegurar que este tipo de tarefas é mais valorizado, apoiado e partilhado tanto pelos homens como pelo Estado”, defendeu Sepúlveda.

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